Assim, aqui está:
"Diário de Bordo (um tanto ou quanto mais complexo)
Foi no dia 7 de Julho, um sábado, que o nosso exército, mais conhecido por Parque Biológico, nos abriu as portas. Todos nos encontrávamos cheios de ansiedade para que a recruta começasse, despedimo-nos das nossas famílias, conhecemos os nossos Capitães (ou seja os monitores), os nossos novos colegas e as regras do Parque. O Capitão Fernando começou a revelar-se um monitor muito simpático e muito exigente, viciado em adivinhas difíceis mas com respostas que até é melhor nem falar (digo isto por serem tão fáceis), também se mostrou esperto e sábio quanto às plantas do exército. De seguida, formaram-se dois pequenos grupos: os mais pequenos eram os recrutas e os mais velhos, como já tinham alguma experiência, os soldados. Jantamos e já à noitinha realizámos uma visita nocturna aos vastos terrenos do exército, iluminados pelos inúmeros pirilampos que nos levaram à estranha e assustadora casa do Chasco, local onde se encontram todos os animais nocturnos do Parque. Aqui, a nossa tarefa foi manter a ordem e evitar que os animais organizassem uma festa durante a noite e não deixassem dormir ninguém. Fomos guiados pelo experiente Capitão Daniel, é o que sabe mais sobre a biologia do Parque e o que está lá há mais tempo, tal como ele diz, gosta mais daquilo do que chocolate. Mais tarde, na cama, todos adormecemos rapidamente pois estávamos exaustos. No entanto conseguíamos ouvir estranhos ruídos provenientes dos nossos colegas, como por exemplo: “xi rôoo” e “clock”. No dia seguinte conhecemos melhor o Parque e os nossos colegas com os jogos de cores, cheiros e sabores; mais tarde pudemos relaxar com a noite de cinema, vimos o filme “Noite no Museu” e comemos a ceia que nos foi entregue pela Capitã Inês, ela é a responsável, muito simpática e amigável com vantagem de ser a mais calma e logo, a menos exigente. Depois fomos dormir novamente.
Segunda acordamos muito cedo, tomamos o pequeno-almoço e caminhamos até à região menos conhecida do Parque e também uma das mais bonitas, era a Amazónia em Portugal e encontrava-se junto ao rio Febros. Este era o dia da sobrevivência e aí fizemos um pouco de tudo, pescamos, comemos a pouca comida que tínhamos (isto, como é óbvio, é um exagero) e construímos uma tenda com o material que tínhamos à nossa mercê, como bambu e folhas, não esquecendo a parte em que o nosso navio de lata se afundou no rio Febros, com uma profundidade de 50 centímetros. Todos nós, soldados e recrutas, a tremer de frio da água gelada, estávamos desorientados e assustados com a situação, enquanto que um estranho público se ria exageradamente do que se tinha passado, (para mais informações, agradecia que visitassem o post (neste blog) do dia 9 de Julho). De noite, realizámos o assalto ao acampamento e mais uma vez fomos dormir depois da ceia.
No dia seguinte, Terça, preparamo-nos para ir alimentar os diferentes animais que existem no Parque, deviam ser almirantes, porque eram muito mais importantes e bem alimentados do que nós. Os recrutas e soldados dividiram-se em 3 grupos: um deles encarregou-se de lavrar e colher a comida deles no campo; o outro encarregou-se de lavar e alimentar todas as espécies de aves que o galinheiro continha; e, por fim, o último alimentou os outros animais de quinta, como os elegantes cisnes, a porca gigante que mais tarde foi baptizada Ricardete, os burros que eram inteligentes e o grande e forte rebanho de ovelhas. Quando a tarefa terminou, almoçamos e depois jardinamos durante a tarde. É bom lembrar que o pequeno (ou não) recruta Ricardo Ruivo fez anos neste dia. A nossa actividade nocturna foi o animado Karaoke, todos os recrutas tiveram oportunidade de cantar, os soldados também e o mais impressionante é que os capitães também! Os Capitães Fernando e Daniel cantaram com uma coreografia guerreira esplêndida a “Mãe Querida”; a Capitã Inês, alguns soldados e, mais uma vez, o Capitão Daniel cantaram “La Bamba” e a Capitã Marta a “Pobres dos Ricos” da Floribella, esta com óptimo tom, até pensei que fosse a própria Floribella que estivesse lá. A Capitã Marta é preocupada e trabalhadora, amiga e simpática, no entanto, adora praticar yoga, reparem no “1,2,3…”.
Quarta-feira acordamos mesmo muito cedo e partimos nos nossos tanques de guerra para o Gerês, é bom salientar que o Sargento Brito era o condutor e que levávamos connosco outra aniversariante, a Maria João. A viagem foi longa e cansativa, mas quando chegamos ao Gerês, à Mata da Albergaria, ainda mais longa e cansativa foi, pois, no desespero, marchamos 13 km, cá para mim 13 mil, a sede e a seca fez alguns soldados ficar para trás e até mesmo não resistir. De noite reparamos que a Capitã Tatiana (ou D. Tânia) se encontrava muito cansada, ela é a mais brincalhona, mas também é muito exigente com o irritante hábito de nos obrigar a estar 2 a 2 de mãos dadas. Jantamos numa casa, conhecida como Casa do Rego, construída em 1922 com mobiliário da altura, antigo, limpa e, ao mesmo tempo, assustadora, pertencia aos sogros da General Telma, era ela que mandava em nós e nos capitães, ela era o poder. Com o cansaço não foi difícil dormir, nessa noite.
Quinta, estávamos prontos para um novo e enorme percurso quando o Capitão Fernando teve a feliz ideia de o cancelar, logo não fizemos mais nada durante o dia, o que me faz passar para sexta, o dia da festa. Trabalhamos, cozinhamos e fizemos a decoração para a tão esperada festa de gala e despedida. Ao fim da noite, finalmente, a festa começou e prolongou-se toda a noite e foi só rambóia até de madrugada, afinal no dia seguinte íamos embora deste espaço de aventura.
Esse dia é hoje e eu apenas quero deixar um grande e forte abraço para todos os meus colegas e a espectacular equipa que nos acompanhou.
Foi no dia 7 de Julho, um sábado, que o nosso exército, mais conhecido por Parque Biológico, nos abriu as portas. Todos nos encontrávamos cheios de ansiedade para que a recruta começasse, despedimo-nos das nossas famílias, conhecemos os nossos Capitães (ou seja os monitores), os nossos novos colegas e as regras do Parque. O Capitão Fernando começou a revelar-se um monitor muito simpático e muito exigente, viciado em adivinhas difíceis mas com respostas que até é melhor nem falar (digo isto por serem tão fáceis), também se mostrou esperto e sábio quanto às plantas do exército. De seguida, formaram-se dois pequenos grupos: os mais pequenos eram os recrutas e os mais velhos, como já tinham alguma experiência, os soldados. Jantamos e já à noitinha realizámos uma visita nocturna aos vastos terrenos do exército, iluminados pelos inúmeros pirilampos que nos levaram à estranha e assustadora casa do Chasco, local onde se encontram todos os animais nocturnos do Parque. Aqui, a nossa tarefa foi manter a ordem e evitar que os animais organizassem uma festa durante a noite e não deixassem dormir ninguém. Fomos guiados pelo experiente Capitão Daniel, é o que sabe mais sobre a biologia do Parque e o que está lá há mais tempo, tal como ele diz, gosta mais daquilo do que chocolate. Mais tarde, na cama, todos adormecemos rapidamente pois estávamos exaustos. No entanto conseguíamos ouvir estranhos ruídos provenientes dos nossos colegas, como por exemplo: “xi rôoo” e “clock”. No dia seguinte conhecemos melhor o Parque e os nossos colegas com os jogos de cores, cheiros e sabores; mais tarde pudemos relaxar com a noite de cinema, vimos o filme “Noite no Museu” e comemos a ceia que nos foi entregue pela Capitã Inês, ela é a responsável, muito simpática e amigável com vantagem de ser a mais calma e logo, a menos exigente. Depois fomos dormir novamente.
Segunda acordamos muito cedo, tomamos o pequeno-almoço e caminhamos até à região menos conhecida do Parque e também uma das mais bonitas, era a Amazónia em Portugal e encontrava-se junto ao rio Febros. Este era o dia da sobrevivência e aí fizemos um pouco de tudo, pescamos, comemos a pouca comida que tínhamos (isto, como é óbvio, é um exagero) e construímos uma tenda com o material que tínhamos à nossa mercê, como bambu e folhas, não esquecendo a parte em que o nosso navio de lata se afundou no rio Febros, com uma profundidade de 50 centímetros. Todos nós, soldados e recrutas, a tremer de frio da água gelada, estávamos desorientados e assustados com a situação, enquanto que um estranho público se ria exageradamente do que se tinha passado, (para mais informações, agradecia que visitassem o post (neste blog) do dia 9 de Julho). De noite, realizámos o assalto ao acampamento e mais uma vez fomos dormir depois da ceia.
No dia seguinte, Terça, preparamo-nos para ir alimentar os diferentes animais que existem no Parque, deviam ser almirantes, porque eram muito mais importantes e bem alimentados do que nós. Os recrutas e soldados dividiram-se em 3 grupos: um deles encarregou-se de lavrar e colher a comida deles no campo; o outro encarregou-se de lavar e alimentar todas as espécies de aves que o galinheiro continha; e, por fim, o último alimentou os outros animais de quinta, como os elegantes cisnes, a porca gigante que mais tarde foi baptizada Ricardete, os burros que eram inteligentes e o grande e forte rebanho de ovelhas. Quando a tarefa terminou, almoçamos e depois jardinamos durante a tarde. É bom lembrar que o pequeno (ou não) recruta Ricardo Ruivo fez anos neste dia. A nossa actividade nocturna foi o animado Karaoke, todos os recrutas tiveram oportunidade de cantar, os soldados também e o mais impressionante é que os capitães também! Os Capitães Fernando e Daniel cantaram com uma coreografia guerreira esplêndida a “Mãe Querida”; a Capitã Inês, alguns soldados e, mais uma vez, o Capitão Daniel cantaram “La Bamba” e a Capitã Marta a “Pobres dos Ricos” da Floribella, esta com óptimo tom, até pensei que fosse a própria Floribella que estivesse lá. A Capitã Marta é preocupada e trabalhadora, amiga e simpática, no entanto, adora praticar yoga, reparem no “1,2,3…”.
Quarta-feira acordamos mesmo muito cedo e partimos nos nossos tanques de guerra para o Gerês, é bom salientar que o Sargento Brito era o condutor e que levávamos connosco outra aniversariante, a Maria João. A viagem foi longa e cansativa, mas quando chegamos ao Gerês, à Mata da Albergaria, ainda mais longa e cansativa foi, pois, no desespero, marchamos 13 km, cá para mim 13 mil, a sede e a seca fez alguns soldados ficar para trás e até mesmo não resistir. De noite reparamos que a Capitã Tatiana (ou D. Tânia) se encontrava muito cansada, ela é a mais brincalhona, mas também é muito exigente com o irritante hábito de nos obrigar a estar 2 a 2 de mãos dadas. Jantamos numa casa, conhecida como Casa do Rego, construída em 1922 com mobiliário da altura, antigo, limpa e, ao mesmo tempo, assustadora, pertencia aos sogros da General Telma, era ela que mandava em nós e nos capitães, ela era o poder. Com o cansaço não foi difícil dormir, nessa noite.
Quinta, estávamos prontos para um novo e enorme percurso quando o Capitão Fernando teve a feliz ideia de o cancelar, logo não fizemos mais nada durante o dia, o que me faz passar para sexta, o dia da festa. Trabalhamos, cozinhamos e fizemos a decoração para a tão esperada festa de gala e despedida. Ao fim da noite, finalmente, a festa começou e prolongou-se toda a noite e foi só rambóia até de madrugada, afinal no dia seguinte íamos embora deste espaço de aventura.
Esse dia é hoje e eu apenas quero deixar um grande e forte abraço para todos os meus colegas e a espectacular equipa que nos acompanhou.
Adeus e até pró ano…O soldado Ricardo Maia"
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